O que é a Leishmaniose canina?
A Leishmaniose Visceral é uma doença silenciosa que acomete vários órgãos do corpo do animal. Ela está se alastrando no Estado de São Paulo rapidamente. Áreas próximas a São Paulo como as vizinhas Embu, Cotia, Itapecerica e outros municípios que dividem fronteira com o Morumbi, estão em surto da doença, desta maneira o Morumbi está dentre os principais bairros de risco para a disseminação da doença em São Paulo.
Como o cão é contaminado?
A leishmaniose é causada por um protozoário (Leishmania sp) transmitido através da picada de um mosquito infectado. Cães e animais silvestres são reservatórios da doença.
Quais são os sintomas da Leishmaniose?
A doença tem um curso lento e crônico, o animal contaminado pode ficar meses ou anos doente sem manifestar sintoma nenhum e, ao mesmo tempo, transmitir a doença.
Existem duas manifestações mais conhecidas da Leishmaniose: a Visceral e a Cutânea, vários órgãos e tecidos do corpo podem ser acometidos: fígado, baço, pele, unhas. Os sintomas são inespecíficos, desde feridas na pele que não cicatrizam, unhas com crescimento excessivo, aumento do volume do abdome, vômitos, febre, anemia, dores inespecíficas, emagrecimento.
Como prevenir a doença?
É possível proteger animais e também a família através da vacinação do animal. O processo de vacinação consiste em: 1 teste sorológico inicial seguido de 3 doses de vacina com intervalos de 21 dias entre cada uma. Todo o processo demora em média 90 dias. A vacinação é absolutamente recomendável para animais que vão viajar para áreas endêmicas (Interior e litoral de São Paulo, estados MG, TO, MT, GO, etc) e principalmente para animais que se hospedam em hotéis para cães em áreas de mata.
Algumas coleiras que repelem mosquitos são auxiliares na prevenção.
Esta doença pode ser transmitida para o homem?
Sim. Pela intimidade que o cão tem em casa, a doença torna-se um risco também para o ser humano, sendo extremamente severa e grave tanto em cães quanto nos seres humanos.